"Não sabes o quanto me custa acabar contigo porque tu és e sempre serás a melhor parte de mim e já me salvaste a vida muitas vezes mas tenho que ser sincero contigo."
Hoje é dia 30, são 23h57 e não me apetece escrever porque não há palavras nenhumas no mundo que expliquem aquilo que apenas é possível ser sentido e vivido. Assim como não há palavras que expliquem o que é o amor, também não há palavras que expliquem a dor de perdermos alguém que significa tudo para nós. Mas a vida é mesmo assim. Um dia, tudo vai ficar bem. Mas não hoje. Até amanhã.
terça-feira, 30 de julho de 2013
segunda-feira, 29 de julho de 2013
lição de voo
"Não disse nada porque nada havia para dizer, eventualmente o peito deixa de doer"
Depois de algumas tentativas falhadas, desisti de falar contigo. Apercebi-me de que, na verdade, não tenho nada de novo para te dizer. As minhas palavras, bem como os teus sentimentos, esgotaram-se. Eu não posso nem quero continuar a ter esta conversa. Não desta maneira. Não sem ti. Não faz sentido falar sozinha quando os últimos nove meses da minha vida foram passados, essencialmente, a falar contigo. Não faz sentido. Nós já não fazemos sentido porque já não somos nós. Agora somos apenas dois seres distintos que vivem cada um a sua vida, ligados única e exclusivamente pelas memórias dos tempos em que foram muito felizes juntos.
Depois de algumas tentativas falhadas, desisti de falar contigo. Apercebi-me de que, na verdade, não tenho nada de novo para te dizer. As minhas palavras, bem como os teus sentimentos, esgotaram-se. Eu não posso nem quero continuar a ter esta conversa. Não desta maneira. Não sem ti. Não faz sentido falar sozinha quando os últimos nove meses da minha vida foram passados, essencialmente, a falar contigo. Não faz sentido. Nós já não fazemos sentido porque já não somos nós. Agora somos apenas dois seres distintos que vivem cada um a sua vida, ligados única e exclusivamente pelas memórias dos tempos em que foram muito felizes juntos.
domingo, 28 de julho de 2013
dor de cabeça
Não há muito tempo, disseram-me que devia ser escritora.
Achei piada. A pessoa sobre a qual eu escrevia - aquela que despertava em mim esta necessidade de exteriorizar o que sinto - a dizer-me uma coisa dessas. Sorri para a mensagem, com as lágrimas nos olhos. Sentia a falta dele. Contudo, bem sabia que, para ele, isso não fazia a mínima diferença. Ainda o amava como antes - talvez até mais que antes - apesar de ele já não sentir o mesmo.
Nos últimos meses escrevia pontualmente, mas sempre para ele. Escrevia a meio da noite, quando ele adormecia e eu me sentia sozinha, escrevia quando sentia a necessidade de o apoiar ou encorajar ou simplesmente escrevia porque me dava um daqueles "ataques de amor".
Desde sempre, eu soube que ele me deixaria mas, curiosamente, pensava que ele seria incapaz de o fazer. Por estranho que pareça, acreditava nestas duas contradições, numa e noutra, cegamente. Eu tinha medo que ele me deixasse, que um dia se fartasse de mim, sem motivo aparente. E foi isso que aconteceu. Mas, outrora, eu acreditava com toda a minha força que se ele soubesse o quanto eu o amo, o quanto eu preciso dele, o quanto eu cresci com ele, a falta que ele me faz, que não me deixaria. Eu acreditava que se eu lhe conseguisse mostrar que ele é a única pessoa que realmente me consegue fazer sentir bem, completa, feliz, que ele ficaria comigo. Mas ele não ficou. Então, eu pensei que ele voltaria para mim se eu lhe mostrasse todas as feridas que ele curou, se eu lhe lembrasse de todas as noites em que ele pouco dormiu para poder falar comigo, de todas as vezes que, mesmo estando longe, nós demos a mão um ao outro e prometemos que tudo iria ficar bem. Eu enumerei todas as promessas que ele me havia feito, todas as promessas que, se ele me deixasse, não cumpriria. E eu fiz textos e textos e gastei todas as minhas palavras a tentar explicar-lhe tudo isto, a tentar explicar-lhe algo que é, acima de tudo, inexplicável: o amor. Mas isso não o trouxe de volta, ...
... a única coisa que ele disse foi que eu devia ser escritora.
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